Psiconautas do espaço interior: Uni-vos!

De Protopia
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Kinshavo


«A realidade é aquilo que não some

quando já não se pensa mais nela.

Philip K. Dick»


A exploração do mundo é algo que acompanha o homem há muito tempo, no começo surgiu como uma curiosidade rudimentar, curiosidade que buscava explicações para fenômenos dos mais diversos, e entre eles a singularidade da Consciência, algo místico o bastante para fomentar padrões de explicação dos mais diversos, mas ao mesmo tempo natural demais que possibilitaria a prova empírica.

Perguntas como: quem eu sou? De onde vim? Existe um "entidade" superiora acima de mim? Meus sentidos são confiáveis o bastante para eu compreender a realidade a minha volta? Existem outras realidades experienciáveis ou nada existe (inclusive eu)? São feitos e o serão por muito tempo, e alguns pensadores já se aventuraram por estas bandas, e um dos mais famosos deles obteve um certo sucesso: Buddha.

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O budismo se estabelece como um disciplina mental, um estudo da mente em profundidade, é engraçado notar como se encheu de alegorias e ares de religião, mas em seu surgimento, Buddha sustentava que estados mentais de felicidade e sofrimentos estão dentro da mente, ou seja, não são causas externas a serem procuradas, e através da meditação "em vácuo", limpando pensamentos e emoções, conquista-se domínio da mente e do corpo, além de compreensão acerca do próprio eu.

Com a mesma intenção povos indígenas investiram no desenvolvimento da prática enteógena, sacralizando plantas e substâncias psicoativas, e firmaram sua cultura em outras bases, talvez mais saudáveis que a nossa atualmente. Sua motivação era a união com o transcendental, e talvez não se importassem tanto com a investigação mental, mas em um nível profundo de paz e realização que bastaria para os questionamentos exteriores.

Além da meditação budista pura, um certo tipo de meditação dirigida, a contemplação, tem permeado várias culturas e muitos experimentaram seu "sabor" das mais diversas formas. Em rituais religiosos e magísticos, visualizações e construções mentais, a atenção se prende a algo ou objeto, e o cérebro parece entrar em um "loop", enquanto a mente se liberta da base física expandindo para além das fronteiras do inimaginável.

Muitas outras formas foram buscadas para atigir estados alterados de Consciência, por exemplo, jejuns , vígilias, privações sensoriais ou hiperestimulação dos sentidos, todos atingindo uma ruptura com a base física (o corpo como "carruagem"), para então liberar a mente (cocheiro) para viagens interiores, em que as respostas podem ser compreendidas, mas não explicadas

E que outro mundo melhor para a exploração mental, que os sonhos, esse universo é sombrio e ao mesmo tempo nos libera para cumprirmos nossos desejos, um campo não compreendido completamente e que nescessita de muitos exploradores conscientes, sonhos lúcidos não são para ser exceções deveriam ser a regra, nós que nos podamos e que tal se dar a chance de experimentar viagem astral?

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O desenvolvimento da mecânica Quântica atual têm aberto um respaldo ciêntifico para as filosofias ancestrais da manipulação da realidade. A a forma como a compreendemos, a forma como pensamos modifica a realidade? Robert Anton Wilson dizia que sim, e ele acreditava que a mente influía na nuvem de possibilidades, e através da linguagem e de uma nova estrutura do pensamento a realidade seria suplantada pela mente, a propósito ele também era anarquista e psiconauta, lembrando que elas caminham juntas..

Lembre-se o primeiro passo para libertar o mundo, é libertando-se.


Segue algumas referências para os que se interessarem:


PS: que outros sigam seus própios caminhos




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