O Radical GNU

De Protopia
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Um Guia Ativista para Software Livre e Segurança Computacional
Radical Technology Collective
(Original em Inglês)
O Radical GNU
Um guia de liberdade de software e segurança computacional para ativistas

Sobre nós

Estivemos algum tempo na comunidade radical como ativistas, organizadores e apenas como pessoas. À medida em que passamos pelos círculos de mudança social, notamos uma coisa: apesar de todo mundo ter a retórica de liberdade, autodeterminação e anticoerção, todos usam software que diz exatamente o oposto.

É aqui que entramos. Somos o Coletivo Tecnológico Radical. Somos hackers paranoicos, fervorosos usuários de software livre, e defendemos a mudança social. Vimos um vazio no cenário radical, e nosso objetivo é preenchê-lo. Nenhum ativista mais vai poder afirmar ignorância sobre software livre e tecnologia de privacidade.

Essa zine[1] é uma introdução. Ela versa como proteger mensagens instantâneas e comunicação via email, e tem uma introdução às redes de anonimato e anonimato em geral. Também inclui uma referência para programas comuns de GNU/Linux, escrita por um membro da comunidade dos fóruns do Ubuntu[2], incluído graças à liberdade.

Nos EUA, a NSA[3] escuta e grampeia. Na Europa, tem jurisdição sobre registros de tráfego. É a alvorada de um novo ano, e Joe Biden, conhecido por ativistas de privacidade como o senador que tentou colocar o criptografia como ilegal para cidadãos privados, está tomando posse como vice-presidente (mudança para a América!)[4] Os ativistas não vão sair fácil do fronte eletrônico em 2009. As informações sobre privacidade e sobre segurança são mais vitais que nunca. E não podemos confiar em software que não respeita nossa liberdade de confiar-lhe nossa informação.

Desinstale o Word. Desinstale o Windows. Desinstale suas correntes. Aceite sistemas operacionais livres como o GNU/Linux e use distribuições livres como gNewSense, Ubuntu e Fedora. Proteja seus dados com criptografia forte que nem mesmo o FBI pode quebrar. E não desista de sua liberdade.

Roube este software

Para aqueles que sentem que a tecnologia é uma ferramenta usada pelos poderes que controlam o mundo ao nosso redor, falar de software pode soar como sendo contra-revolucionário.

Esse pensamento é falso. É isso que as corporações de software querem que você pense! O que eles não querem que você saiba é que podemos controlar a tecnologia deles melhor do que eles! Podemos fazê-lo de graça, e podemos fazê-lo de um modo que não deixe que policiais ou federais ou qualquer um de que não gostamos leia. O software proprietário, do complexo inteiro da Microsoft ao Internet Explorer é cheio de brechas pelas quais suas informações vazam e são gravadas.

Para lidar com esse assunto, e com o assunto do consumismo tecnológico, pessoas têm trabalhado constantemente com cada nova forma de tecnologia para fazê-las livres e seguras. Quando a imprensa foi inventada, também o foi o panfleto radical, conhecido na comunidade moderna como zine. Pseudônimos eram usados por causa da segurança e novos idiomas nasceram. A fundação para uma cultura de encriptação foi construída, e uma linguagem foi reivindicada pelas pessoas.

Quando usamos tecnologias de comunicação no meio de uma ação de massa, para alertar urgentemente que alguém precisa de um médico ou que precisa haver uma mudança de último minuto na rota, muitos observadores encriptarão seus rádios. Tipicamente uma frequência é facilmente detectável pelas autoridades, mas com a ajuda de uma peça de hardware adicional, eles podem até ser capazes de encontrar seu canal, mas é certo que não conseguirão ouvi-lo. Podemos proteger a comunicação por todo o espectro, desde o email até mensagens instantâneas e além, e descrevemos como fazê-lo nesta zine.

Vivemos hoje na era da comunicação e isso tem lados bons e lados ruins. Enquanto podemos compartilhar ideias, informação e histórias com mais velocidade do que nunca, estamos agora vulneráveis em novos modos. A boa notícia é que temos o poder para exigir nossa comunicação de graça e proteger seu uso por ativistas, criando um mundo em que nossas palavras, pensamentos e ideias não mais serão cooptadas pelos mestres da informação centralizada!

Linques e fontes variados para o ativista de software livre

Uma introdução "radical" ao anonimato

Capítulo um: origem

Por que NÃO comprar Apple

Definição de software livre

CApítulo dois: implicações

Notas

  1. Este texto foi publicado originalmente no formato de zine. (N. do T.)
  2. Um tipo popular de distribuição de GNU/Linux.(N. do T.)
  3. NSA, ou National Security Agency (Agência de Segurança Nacional).(N. do T.)
  4. Referência ao slogan de Obama nas eleições de 2008. A zine é do início de 2009, portanto.(N. do T.)



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