O Caso do Cachorro

De Protopia
Ir para: navegação, pesquisa
Zo d'Axa
(Versão em Inglês)


O texto abaixo é parte da revista L’En-Dehors publicada em Paris, no ano de 1896.



Isso quase aconteceu no comissariado de Clichy, um oficial de polícia que havia servido como plano de fundo para casos legendários de terceiro grau, encontrou seu fim na apoteose de uma dinamite.

Duas belas bombinhas de cobre vermelho haviam sido colocadas num corredor que levava ao escritório do superintendente; os pavios haviam sido acesos...tudo fluia maravilhosamente bem, do ponto de vista especial do depositante discutindo pela purificação do local, quando um cachorro, o cachorro do superintendente, percebeu a iluminação e começou a vociferar. Era desta maneira que o alarme foi soado. Ele latiu; ele latiu e alguém veio rápido o suficiente para extinguir a iluminação ameaçadora.

Isso deveria ser notado, desde os gansos do capitólio, sempre existiram animais que se envolvem em coisas que não lhes diz respeito. A besta vilã, isso é uma imagem, sempre grita: "Cuidado!" ao menor tumulto.

Em toda justiça, eu gostaria de especificar que o caso do cachorro pode ser suplicado: qualquer que seja a função desonrosa de seu mestre, esse quadrúpede fiel busca protegê-lo. Deve ser apreciada uma devoção tão absoluta, e não lançar somente a culpa no filhote que preveniu que as coisas explodissem totalmente.

Em todo caso, é opcional temer que as pessoas do comissariado de Clichy, que os valiosos representantes da autoridade que, em 1° de Maio e 14 de Julho, conquistaram uma reputação sangrenta como executores nos subúrbios, apenas deram um passo atrás afim de explodirem melhor as coisas...



Textos

A | B | C | D | E | F | G | H | I | J | K | L | M | N | O | P | Q | R | S | T | U | V | W | X | Y | Z