Hacktivismo brasileiro

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Grupo Microfobia
E-spaço


ENTREVISTA COM SUB-SYS DO GRUPO MICROFOBIA

Por Carter (Centro de Mídia Independente)

Como começou o grupo e por que essas posições rebeldes que o grupo vem assumindo?

O grupo surgiu no Brasil em meados de 1999, e não tomamos nenhuma posição rebelde. Nossa posição é apenas ética, e no nosso meio chamamos isso de hacktivismo. Essa ditadura empresa.rial, acoplada ao mau desenvolvimento tecnológico, vai nos levar a um cenário como o inicio do filme Exterminador do Futuro, onde robôs matavam pessoas para assegurar interesses de grandes corporações. O grupo possui membros de paises como Arábia Saudita, África do Sul e Cuba.

Como essas pessoas chegaram ao grupo?

Sinceramente eu não sei bem, mas não foi sempre que fomos homogêneos, e ainda não somos completamente, mas conseguimos mostrar pro mundo que na América Latina existe um grupo que faz hacktivismo de verdade. Acho que muitos admiram nossas posições, mas não acreditam que podem ajudar, e isso nos faz falta em alguns momentos. Eu desejo que todos que se interessem façam contato conosco, e venham pro Microfobia. Vocês também mantêm relações com grupos venezuelanos e russos, segundo eu pude ver no site.

Como se dão essas relações?

Os venezuelanos são nossos irmãos. O Darkd do HVEN é um cara nota 10 e o russo Saiprex também. Os chineses também fazem muitas coisas conosco, mas a comunicação não é tão boa. Nossas relações com esse pessoal englobam muita coisa, desde vírus a jogos online. Recentemente o grupo ganhou espaço na mídia por comandar um movimento de hackers contra Israel.

Quais foram os objetivos desse movimento?

Na verdade não fomos somente nos q tomamos a ponta nesse movimento. Existem outros grupos que possuiam mais zumbis do que nós nos ataques de DoS, que deixaram muitas máquinas da rede israelense paradas. Nosso objetivo é o mesmo que cada cidadão. Se eu fosse um sapateiro, ou eu mandaria um sapato bomba pro Sharon, ou daria sapatos aos palestinos. Cada um ajuda da maneira que pode. Eu fiquei muito admirado quando conheci um cara chamado Latuff. Ele faz uns cartuns muito legais, e inclusive usamos nas duas das 3 vezes que tivemos acesso fullcontroll a pcs da rede sionista. A pouco mais de uma semana, um assessor do gabinete de segurança israelense disse que Israel iria exigir atitudes dos países, após identificar os responsáveis por ataques.

Vocês tiveram algum problema?

Eu sei que ele disse isso. Na verdade, ele devia era esquecer a Microsoft e passar aquela rede todinha pra sistema Unix, ao invés de ficar fazendo ameaças. Tiveram membros de grupos que perderam provedores de acesso, e por pouco não se enrolaram, mas eu diria que daqui no Brasil, esse assessor vai ter mesmo que vir nos buscar.

Qual foi o balanço de todos esses ataques?

Bem, não temos um balanço exato, mas posso te dizer que muitos sites e redes de Israel saíram do ar devido ao grande numero de ataques de diversos grupos. Nós agimos com mais 3 grupos e, começamos realizando um ataque de DoS, que contava com mais de 300 micros zumbis. Demos o maior trabalho aos caras que não conseguiam transmitir nada nesse período. Dias depois após tentativas frustradas de invasão, já que a rede é muito bem protegida, vimos que o site do governo de Tel Aviv já havia sido invadido em uma outra ocasião, então analisamos, até achar falhas, daí foi possível acessar outras maquinas. Somente conseguimos entrar em 3 maquinas, onde colocamos um pinguím árabe, e diversos cartuns do Latuff no papel de parede após instalamos alguns programas espiões.

Para terminar a entrevista, qual recado vocês dariam aos internautas?

Eu já não gosto desse termo porque trata pessoas normais como instituições. Isso me faz imaginar pessoas dentro de foguetes. De toda a forma, aí vai um grande conselho: Nunca use um cartão de crédito de limite alto para compras na internet. Mais cedo ou mais tarde isso cai em mãos erradas, e você vai se enrolar. Certifique-se de que não existe nada instalado no seu pc, antes de você acessar conta bancaria ou pagar contas.


Visite o Microfobia: http://www.microfobia.com

Entrevista retirada do Centro de Mídia Independente (http://www.midiaindependente.org)


Rizoma.png   Este texto foi originalmente publicado por Rizoma.net.



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