Desvio: modo de usar

De Protopia
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Guy Debord e Gil J. Wolman
Original em francês
  • Nota prévia do tradutor:
Esta tradução foi feita diretamente do francês. As duas traduções mais difundidas em português ("Um guia prático para o desvio"), publicadas pelo Coletivo Periferia e feitas por Railton Sousa Guedes e pelo Sindicato do Rock, baseavam-se inteiramente na versão inglesa de Ken Knabb. Esta é possivelmente a primeira tradução com livre distribuição feita diretamente do francês.
A versão original foi publicada na edição de maio de 1956 da revista surrealista belga Les Lèvres Nues. O período era de uma transição da Internacional Letrista para a Internacional Situacionista.




Todos os espíritos um pouco informados de nosso tempo concordam sobre essa evidência de que se tornou impossível de a arte se sustentar como atividade superior, ou mesmo como atividade compensatória à qual é possível se dedicar decentemente. A causa desse declínio é visivelmente o aparecimento de forças produtivas que necessitam de outras relações de produção e de uma nova prática da vida. Na fase de guerra civil em que nos encontramos, e em contato direto com a orientação que descobriremos para certas atividades superiores futuras, podemos considerar que todos os meios de expressão conhecidos vão confluir em um movimento geral de propaganda que deve compreender todos os aspectos, em perpétua interação, da realidade social.

Muitas opiniões divergem sobre as formas e a própria natureza de uma propaganda educativa, geralmente inspiradas pelas diversas políticas reformistas atualmente em voga. Basta-nos declarar que, para nós, tanto sobre o plano cultural quanto sobre o plano estritamente político, as premissas da revolução não estão somente maduras, elas estão começando a apodrecer. Não somente o retorno ao passado, como também a busca dos objetos culturais “atuais”, já que estes dependem na realidade das formações ideológicas de uma sociedade passada que prolongou sua agonia até estes dias, não podem ter eficácia que não seja reacionária. A inovação extremista tem somente uma justificação histórica.

Nesse contexto, a herança literária e artística da humanidade deve ser utilizada para fins de propaganda apoiadora. Ela precisa, bem claro, ir além da ideia do escândalo. A negação da concepção burguesa do gênio e da arte já foi em muito superada, os bigodes da Gioconda não apresentam nenhum caráter mais interessante que a primeira versão dessa pintura.[1] É preciso agora prosseguir com esse processo até a negação da negação. Bertold Brecht revelou, em uma entrevista recentemente concedida ao hebdomadário “France-Observateur”, que fazia cortes em clássicos do teatro para tornar a encenação mais educativa, o que é bem mais próximo que Duchamp da consequência revolucionária que pedimos. Ainda é necessário notar que, no caso de Brecht, essas úteis intervenções são feitas nos estreitos limites de um respeito imaturo pela cultura, tal como definida pela classe dominante: esse mesmo respeito ensinado nas escolas primárias da burguesia e nos jornais dos partidos operários, que conduz as municipalidades mais de esquerda dos subúrbios parisienses a preferir sempre “Le Cid” em cartaz no Théâtre national populaire a “Mãe Coragem”.

Em verdade, é necessário acabar com toda noção de propriedade pessoal nessa questão. O surgimento de outras necessidades torna obsoletas as realizações “geniais” anteriores. Elas se tornam obstáculos, hábitos consolidados. A questão não é saber se somos ou não levados a gostar deles. Nós devemos ir além.

Todos os elementos, tomados não importa onde, podem ser o objeto de novas relações. As descobertas da poesia moderna sobre a estrutura de analogias da imagem demonstrou que entre dois elementos, de origens totalmente distintas, sempre se pode estabelecer uma relação. Limitar-se ao contexto de um arranjo pessoal de palavras não é mais que a convenção. A interação de dois mundos sentimentais, a união de duas expressões independentes, superam seus elementos primitivos para dar uma organização sintética de eficácia superior. Tudo pode servir.

É desnecessário dizer que se pode não somente melhorar uma obra ou juntar diversos fragmentos de obras ultrapassadas em uma nova, mas também mudar o sentido desses fragmentos e montar da maneira que se achar melhor o que os imbecis teimam em chamar de citações.

Tais procedimentos paródicos foram frequentemente empregados para obter efeitos cômicos. O cômico coloca uma contradição de um estado determinado, posto como existente. Nestas circunstâncias, em que o estado de coisas literário nos parece quase tão distante quanto a Idade das Renas[2], a contradição não nos faz rir. É necessário então conceber um estado paródico-sério em que a acumulação de elementos desviados, longe de querer suscitar a indignação ou o riso no que se refere à noção de uma obra original, mas marcando, pelo contrário, nossa indiferença em relação a um original vazio de sentido e esquecimento, seja usada para criar uma certa magnificência.

Diz-se que Lautréamont foi tão longe nessa visão que se encontra ainda parcialmente incompreendido por seus maiores admiradores. Apesar da evidência do procedimento aplicado em “Poésies”, particularmente sobre a base da moral de Pascal e de Vauvenargues, à linguagem teórica – da qual Lautréamont queria abolir os argumentos, através de concentrações sucessivas, até a máxima –, causam surpresa as revelações de um certo Viroux, três ou quatro anos atrás, que tornou todos, a partir de então, capazes de reconhecer em "les Chants de Maldoror" um amplo desvio, de Buffon e de obras de história natural, entre outras. O fato de os articulistas do “Figaro”, como o próprio Viroux, pudessem ver ali uma ocasião de diminuir Lautréamont, e de que outros acharem que estavam a defendê-lo ao fazer o elogio de sua insolência, nos mostra nada mais que a debilidade intelectual dos anciãos dos dois lados, em uma luta cortês. Uma frase de efeito como “o Plágio é necessário, o progresso o implica” é ainda mal compreendida, pelas mesmas razões que a famosa frase que diz que a poesia “deve ser feita por todos”.

Posta à parte a obra de Lautréamont – cujo aparecimento extremamente prematuro ainda impede em grande parte uma crítica exata –, as tendências ao desvio que podem ser reconhecidas através de um estudo da expressão contemporânea são na maior parte inconscientes ou ocasionais; e, mais que numa produção estética que está em seu final, é na indústria publicitária que será necessário buscar os mais belos exemplos.

Podem-se definir primeiramente duas categorias principais para todos os elementos desviados, e sem diferenciar se seu uso é acompanhado ou não de melhorias introduzidas nos originais. São os desvios menores e os desvios enganosos.

O desvio menor é o desvio de um elemento que não tem importância própria e que adquire assim todo seu sentido do contexto a que é submetido. Por exemplo, recortes de jornal, uma frase neutra, a fotografia de um sujeito qualquer.

O desvio enganoso, também chamado desvio de proposição premonitória, é, ao contrário, aquele em que um elemento significativo em si constitui o objeto; elemento esse que adquirirá da nova relação um efeito diferente. Um slogan de Saint-Just, uma sequência de Einsenstein, por exemplo.

As obras desviadas de certo tamanho se encontram então mais frequentemente constituídas de uma ou mais séries de desvios enganosos-menores.

Muitas leis sobre o uso do desvio podem ser estabelecidas a partir de agora.

É o elemento desviado mais distantemente que contribui mais profundamente à impressão do contexto, e não os elementos que determinam diretamente a natureza dessa impressão. Por exemplo, em uma metagrafia[3] sobre a Guerra Civil Espanhola, a frase com sentido mais claramente revolucionário é uma propaganda incompleta de uma marca de batom: “os lábios lindos são vermelhos”. Em uma outra metagrafia (“Mort de J.H.”), cento e vinte e cinco pequenos anúncios sobre a venda de bares contam melhor um suicídio que os artigos de jornal que o relataram.

As deformações introduzidas nos elementos desviados devem tender a se simplificar ao extremo, já que a principal força de um desvio ocorre em função direta de seu reconhecimento, consciente ou difuso, pela memória. Isso é bastante sabido. Notemos somente que se esse uso da memória implica uma escolha do público preparado para o uso do desvio, esse não é mais que um caso particular de uma lei geral que rege o desvio e também todos os outros modos de ação sobre o mundo. A ideia de expressão para o absoluto morreu, e não sobrevive no momento mais que um espectro dessa prática, mesmo que nossos inimigos sobrevivam.

O desvio é menos efetivo à medida em que se aproxima de uma réplica racional. É o caso de um grande número de máximas alteradas por Lautréamont. Quanto mais o caráter racional da réplica é aparente, mais ela se confunde com o espírito banal de resposta pronta, já que se trata de usar do mesmo modo os discursos do adversário contra ele mesmo. Isso não se limita naturalmente à linguagem falada. Do mesmo modo, debatemos o projeto de alguns de nossos camaradas visando desviar um anúncio antissoviético da organização fascista “Paix et Liberte” – que proclamava, ao lado de bandeiras ocidentais arriadas, “a união faz a força” – acrescentando a frase “e as coalizões fazem a guerra”.

O desvio por simples reversão é sempre o mais imediato e o menos eficaz. Isso não significa que ele não possa ter um aspecto progressivo. Por exemplo, falar do “Tigre chamado Clemenceau”[4]. Assim como a missa negra colocada em oposição à construção de um ambiente que se fundamenta sobre uma metafísica determinada, uma construção de ambiente no mesmo campo, revertendo os valores, conservados, dessa metafísica.

Das quatro leis anunciadas, a primeira é essencial e aplicada universalmente. As outras três não constituem praticamente nada mais que elementos enganosos desviados. As primeiras consequências aparentes da geração do desvio, além dos poderes intrínsecos de propaganda que ele carrega, serão a reapropriação de um sem número de livros ruins; a participação massiva de escritores ignorados; a diferenciação cada vez maior das frases ou das obras plásticas que estão na moda; e, sobretudo, uma facilidade de produção superando de muito longe, pela quantidade, variedade e qualidade, a há muito entediante escrita automática.

O desvio não conduz somente à descoberta de novos aspectos do talento, mas também, atingindo de frente todas as convenções mundanas e jurídicas, ele não pode deixar de se mostrar um poderoso instrumento cultural a serviço de uma luta de classes bem compreendida. O baixo preço de seus produtos é a pesada artilharia com a qual se derrubam todas as muralhas da China do conhecimento.[5] Eis um meio real de ensino artístico proletário, o primeiro esboço de um comunismo literário.

As proposições e realizações sobre o terreno do desvio se multiplicam à vontade. Limitamo-nos no momento a mostrar algumas possibilidades concretas a partir de diversos setores atuais da comunicação, estando bem entendido que essas divisões não valem senão em funções das técnicas de hoje, e tendem todas a desaparecem em proveito de sínteses superiores, com o progresso dessas técnicas.

Além dos diversos usos imediatos das frases desviadas nos anúncios, nos discos ou nos programas de rádio, as duas principais aplicações da prosa desviada são a escrita metagráfica e, em escala menor, o campo dos romances habilmente pervertido.

O desvio de um romance completo é um empreendimento de pouco futuro, mas que poderia se revelar eficiente no estágio de transição. Um desvio tal ganha se acompanhado de ilustrações com relações não explícitas com o texto. Mesmo com as dificuldades que não omitimos, cremos que é possível chegar a um instrutivo desvio psicogeográfico do “Consuelo” de George Sand, que poderia ser lançado, assim alterado, no mercado literário, disfarçado sob um título trivial como “Os Subúrbios”, ou ele mesmo desviado, como “A Patrulha Perdida”[6] (seria bom retomar deste modo muitos títulos de filmes dos quais nada mais pode ser tirado, porque as velhas cópias ou foram recolhidas antes de sua destruição, ou continuam a idiotizar a juventude nas cinematecas).

A escrita metagráfica, por mais ultrapassada que esteja, por outro lado, o campo plástico, em que ela se situa materialmente, apresenta um rico prospecto à prosa desviada, assim como aos outros objetos ou imagens convenientes. Pode-se julgar pelo projeto, que data de 1951 e foi abandonado por falta de meios financeiros suficientes, que contemplava o arranjo de uma máquina de pinball de tal tipo que seus jogos de luzes e o caminho mais ou menos previsível de suas bolas servissem a uma interpretação metagráfica-espacial que se intitulava “sensações térmicas e desejos de pessoas que passam em frente aos portões do museu de Cluny, cerca de uma hora antes do pôr-do-sol em novembro”. Desde então, claro, sabemos que um trabalho situacionista-analítico não pode prosseguir por tais caminhos. Os meios, entretanto, continuam bons para objetivos menos ambiciosos.

É evidentemente no campo cinematográfico que o desvio pode alcançar sua maior eficácia, e, sem dúvida, para aqueles que se preocupam com isso, sua grande beleza.

Os poderes do cinema são tão amplos, e a ausência de coordenação desses poderes tão flagrante, que quase todos os filmes que ultrapassam a miserável média podem alimentar polêmicas infinitas entre diferentes espectadores ou críticos profissionais. Acrescentemos que somente o conformismo dessas pessoas as impede de encontrar atrativos tão fascinantes e falhas tão flagrantes nos filmes de última categoria. Para acabar um pouco com essa risível confusão de valores, digamos que “O Nascimento de uma Nação”, de Griffith, é um dos filmes mais importantes da história do cinema pela a quantidade de novas contribuições que apresenta. Por outro lado, é um filme racista: ele não merece assim de modo algum ser projetado em sua forma atual. Mas sua pura e simples proibição poderia ser uma lástima no domínio, secundário mas que pode ser melhor utilizado, do cinema. É bem melhor desviá-lo em seu contexto, sem que nem mesmo seja necessário editá-lo, com a ajuda de uma trilha sonora que faça uma poderosa denúncia dos horrores da guerra imperialista e das atividades da Klu-Klux-Klan que, como se sabe, ainda continuam atualmente nos Estados Unidos.

Um desvio desse tipo, bastante moderado, não é mais que o equivalente moral das restaurações das pinturas antigas nos museus. Mas a maior parte dos filmes não merece mais que serem desmembrados para formar outras obras. Evidentemente, essa reconversão de sequências já existentes não ocorrerá sem a ajuda de outros elementos: musicais ou pictóricos, assim como históricos. Enquanto até o presente todos os efeitos especiais da história, no cinema, se alinham mais ou menos sobre a bufonaria das reconstituições de Guitry, pode-se fazer com que se diga a Robespierre, antes de sua execução: “apesar de tantas provações, minha experiência e a grandeza de minha missão me fazem julgar que tudo está bem”[7] Se a tragédia grega, oportunamente rejuvenescida, nos serve nessa ocasião para exaltar Robespierre, que se imagine, ao invés disso, uma sequência do gênero neorrealista, diante do balcão, por exemplo, de um bar de estrada - um dos caminhoneiros diz seriamente a um outro: “a moral estava nos livros de filosofia, nós a colocamos no governo das nações”[8]. Vê-se que essa união joga luzes sobre o pensamento de Maximilien[9], o de uma ditadura do proletariado.

A luz do desvio se propaga em linha reta. Na medida em que a nova arquitetura parece ter de começar por um estágio experimental barroco, o complexo arquitetural – que concebemos como a construção de um meio ambiente dinâmico ligado com estilos comportamentais – utilizará muito provavelmente o desvio das formas arquiteturais conhecidas, e se beneficiará, plástica e emocionalmente, de todo tipo de objetos desviados: gruas ou andaimes metálicos habilmente dispostos ocupando o lugar de uma tradição escultural morta. Isso não é chocante senão para os piores fanáticos pelos jardins do estilo francês. Lembramos que, em seus últimos dias, d’Annuzio, esse podre pró-fascista, possuía em seu pátio a proa de um torpedeiro. Ignoradas suas razões patrióticas, esse monumento se mostra agradável.

Estendendo o desvio até as realizações do urbanismo, sem dúvida ninguém ficaria indiferente se visse uma reconstrução cuidadosa de um bairro inteiro de uma cidade em outra. A existência, que nunca é muito surpreendente, se veria realmente embelezada. Os próprios títulos, como já vimos, são um elemento radical do desvio. Esse fato decorre de duas constatações gerais: por um lado, todos os títulos podem ser trocados entre si, e por outro lado, eles muitas vezes possuem uma importância determinante. Todos os romances policiais noir são muito parecidos, mas uma única renovação, em relação ao título, basta para lhes conservar um público considerável. Na música, um titulo sempre exerce grande influência, mas sua escolha não é verdadeiramente baseada em nada. Não seria, assim, errado fazer uma última correção ao título da “Sinfonia Eroica”[10], dando origem, por exemplo, a uma “Sinfonia Lênin”.

O título contribui fortemente para desviar a obra, mas uma reação da obra contra o título é inevitável. De maneira que pode-se fazer um uso amplo de títulos específicos tomados de publicações científicas (“Biologia litoral dos mares temperados”) ou militares (“Combates noturnos de pequenas unidades de infantaria”); e até mesmo de muitas frases pegas de livros de figuras infantis (“Maravilhosas paisagens se oferecem à visão dos navegadores”).

Para finalizar, precisamos citar brevemente alguns aspectos do que chamamos ultra-desvio, isto é, as tendências do desvio ser aplicado na vida social cotidiana. Os gestos e as palavras podem estar carregadas de outros sentidos, e assim estiveram constantemente através da história, por razões práticas. As sociedades secretas da China antiga usavam uma grande sofisticação de sinais para reconhecimento, englobando a maior parte das atitudes mundanas (maneira de dispor copos; de beber; citações de poemas paradas em certos momentos). A necessidade de uma língua secreta, de senhas, é inseparável de uma tendência ao jogo. A ideia é que não importa qual sinal, não importa qual vocábulo, ele pode ser convertido em outra coisa, até mesmo em seu antônimo. As insurreições realistas de Vendée[11], providas da imunda efígie do coração de Jesus, se chamavam de Exército Vermelho. No domínio, ainda que limitado, da política, essa expressão foi completamente desviada em um século.

Além da linguagem, é possível desviar pelo mesmo método as roupas, com toda a importância afetiva que elas têm. Aí também encontramos a noção de disfarce em ligação estreita com o jogo. Enfim, quando se chega a construir situações, objetivo final de toda nossa atividade, todos poderão desviar situações inteiras, mudando deliberadamente essa ou aquela condição determinante.

Os procedimentos que tratamos brevemente aqui não são apresentados como uma tentativa própria, mas, pelo contrário, como uma prática muito disseminada que nos propomos a sistematizar.

A teoria do desvio por si mesma não nos interessa muito mais. Mas nós a achamos ligada a quase todos os aspectos construtivos do período de transição pré-situacionista. Seu aprimoramento, pela prática, se mostra, assim, necessário.

Colocaremos o desenvolvimento dessas teses à parte por enquanto.


GUY-ERNEST DEBORD e GIL J WOLMAN


Notas

  1. N. do T.: Os autores referem-se ao desenho de bigode e cavanhaque feito por Marcel Duchamp, em 1919, sobre uma reprodução da Mona Lisa.
  2. N. do T.: A Idade das Renas corresponde ao período final do paleolítico, entre 15.000 e 7.000 antes da Era Comum.
  3. N. do T.: Espécie de colagem.
  4. N. do T. Primeiro-ministro da França durante a Primeira Guerra Mundial, um dos autores da conferência de paz de Paris, que gerou o Tratado de Versalhes. Era apelidado de “Tigre”, daí o jogo de palavras.
  5. Os autores estão desviando uma frase do Manifeto Comunista: "O baixo preço dos produtos dos burgueses é a pesada artilharia com a qual eles derrubam todas as muralhas da China(...)" (Nota de Ken Knabb na tradução para o inglês)
  6. N. do T.: Filme estadunidense lançado em 1934.
  7. N. do T.: Frase original de Édipo em “O Édipo Rei”: “apesar de tantas provações, minha idade avançada e a grandeza de minha alma me fazem julgar que tudo está bem”.
  8. N. do T.: Robespierre em “Resposta da Convenção Nacional aos Reis Unidos Contra a República”.
  9. N. do T.: Maximilien de Robespierre.
  10. N. do T. A sinfonia nº 3 de Beethoven. Uma versão dá conta de que ela teria sido uma homenagem a Napoleão Bonaparte. Outra diz que a sinfonia chamava-se inicialmente Bonaparte, mas, não gostando do fato de Napoleão ter se declarado imperador da França, Beethoven mudou seu nome para "Sinfonia Eroica".
  11. N. do T.: A Guerra de Vendée (uma região no oeste da França) durou de 1793 a 1796. De um lado se colocava a República Francesa e, do outro, os realistas franceses. Quase duzentas mil pessoas foram mortas no conflito.


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