Conceito de Alienação

De Protopia
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O termo alienação, originalmente - e ainda hoje- era um termo da psiquiatria que designava uma forma de pertubação mental, uma perde de consciência ou de identidade pessoal.


"Toda alienação do ser humano não é, por conseguinte, senão a alienação da consciência de si."

Marx, partindo de Hegel, deu-lhe um caráter e um conteúdo econômico-social, pelo que o homem perde não apenas a identidade de si mesmo, a consciência de si, mas passa a pertencer ao objeto, à coisa, ao outro. Assim a alienação, do ponto de vista econômico-social, é a perda da consciência de si mesmo, em virtude de uma situação concreta. O homem tem sua vontade esmagada pela consciência de outro, ou pela consciência social, ele se massifica, passa a pertencer à massa e não a si mesmo. Diz-se ainda que o homem está alienado quando deixa de ser seu próprio objeto para se tornar objeto de outro. A alienação encerra em si mesmo o problema fundamental do ser, ser em si mesmo e para si mesmo, pois faz do homem um ser para outro.

"A alienação se manifesta, diz Marx, por uma parte porque meu meio de sub existência pertence a outro, porque o objeto do meu desejo é o bem inacessível de outro, e por outra parte, porque toda coisa em si mesma outra que ela mesma, porque enfim - e isto vale igualmente para o capitalista - e em geral domina o poder."

O trabalho é assim a principal e fundamental forma de alienação. O homem se aliena. Em segundo lugar ele assume uma forma passiva :ele , o homem, é educado para aceitar o trabalho como forma natural de existência social e não como uma forma alienante histórica, circunstancial: o homem é alienado.