Caospitalismo

De Protopia
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Capitalistas dos últimos dias

Eis diante de vós a classe dos banqueiros e empresários, agora despida de seus vestidos de festa e de seus ternos, de seus carros blindados, aviões e esquemas de seguranças. Arrancados seus símbolos de distinção, deixam mostrar toda sua mesquinhez e deformidades.

Coloquemos na balança o preço de toda sua riqueza e bonança, o ônus que pagamos em miséria e tempestades. Aqui estão eles, os devoradores de incontáveis gerações, os semeadores de servidão voluntária, vomitaram sobre o mundo, externalidades, desmembraram-no - campos e cidades - atrocidades.

Pesemos com cuidado todas as consequências, mares de sangue inocente, chacinas, omissões e mentiras. Métodos pelos quais produtificaram nossas vidas, nosso tempo e nosso espaço. Olhem para eles, constrangidos se escondendo uns atrás dos outros. Impiedosos de outras horas agora nos imploram por piedade. Mas lembrem-se uma vez mais de suas cadeias, recordem-se seus apartheids, suas colônias, seus arranha-céus, seus campos de concentração, suas guerras pela paz e seus Estados Nacionais.

Nestes dias finais da luta de classes, derrubamos os muros de sua última fortaleza e os trouxemos para esta planície presos em seus próprios grilhões de escravocratas. Atrás de nós, a liberdade se extende até onde a vista alcança, comunas livres e territórios libertados.

Devemos ao mundo esta grande ação direta, legítima e justa.

Alguns gritarão contra nós - "Matem-nos, não valem o ar que respiram!", enquanto outros falarão "Soltem-nos! Ou serão tão abomináveis como eles".

Alguém talvez diga: tatuem em seus rostos um verde Cifrão, para que se envergonhem pelo resto de suas vidas das coisas que cometeram! Seu símbolo de maior valor, sua divindade monetária convertida em sua maior vergonha!

Pediria então que deixem que se esprairem livres pelo mundo como uma minoria amaldiçoada a servir eternamente de lembrança de um mundo que desapareceu, até que eles mesmo desapareçam na Aurora que está por vir.