Aspectos Anárquicos dos Passos de Chuang Tzu

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A maior parte do registro das referências anárquicas da política humana da antiguidade se perdeu na névoa espessa do esquecimento. Escritos desapareceram, sábios desapareceram, mortos e esquecidos, histórias de grandes movimentos cujos registros foram perdidos, jamais serão contadas novamente.

Em grande medida, os poderes e instituições hierárquicas de todas as eras são responsáveis por este apagamento. Para seguirem governando sem obstáculos, estadistas, reis e imperadores, buscaram sempre, por todos os meios ao seu alcance, acabar com a dissidência e lançar sua história no esquecimento. Foram, em muitos momentos históricos, especialmente cruéis com aquela parcela da dissidência que questionava não só as figuras em cargos de poder, mas também as estruturas hierárquicas como um todo.

Os registros que chegam até nós, nos dias de hoje, são os vestígios de diferentes épocas, de grandes legados que - não tanto por sorte, quanto por empenho dos perpetuadores - sobreviveram a censura e às fogueiras das inquisições de diferentes eras. Este é o caso do Cânon do Taoismo filosófico.[1] Junto com a difamada corrente filosófica grega dos Cínicos,[2], o Taoismo é mantenedor importantes referências do pensamento e da prática anarquista da antiguidade.

Enquanto tradição filosófica anárquica surgida na China, o Taoismo é tão antigo que sua origem se perde em meio às lendas. Não poucos estadistas foram os que tentaram sem conseguir êxito acabar com ele. Durante milênios o Taoismo na China se fundiu com o próprio culto à natureza e aos ancestrais. Tornou-se tão disseminado entre a população que combatê-lo seria como, estando numa praia, enfrentar a água e a areia.

Esta é a filosofia do equilíbrio e da harmonia que levam ao Caminho; dos opostos (Ying e Yang) que, em movimento, e contendo em seu cerne seu contrário, se complementam ao mesmo tempo que se contrapõem. É a filosofia do vazio, que diferente da forma abismal como é entendido no ocidente, é positivo, antecede a todas as formas, produz a utilidade. É a filosofia de um sem número de saberes práticos que cultivam a naturalidade e a espontaneidade da ação para além da intenção (não-ação), se contrapondo ao cultivo artificial das intenções, expectativas e frustrações.

Sendo milenar o Taoismo é resultado da colaboração de inúmeros sábios de diferentes épocas que, através da cultura oral e da escrita, se apresentam e as suas perspectivas e histórias, fazem referência aos sábios que vieram antes, se estendendo até aqueles que chamam de 'homens autênticos antigos', que são os 'antigos da antiguidade', dos quais sabe-se pouco, mas que ainda assim, são fontes de grande inspiração.

Na filosofia oriental é chamado 'mestre' - não a pessoa dona e senhora da outra pessoa - mas alguém que tão inspirador que por sua singularidade e sabedoria, se torna exemplo, e pela vontade alheia passa a ser seguido. Assim era Chuang Tzu (Zhuāngzǐ - 莊子) cujo nome nome significa 'Mestre Chuang', este sábio que caminhou pelo mundo no século IV antes da era cristã. Várias histórias são contadas sobre ele. Suas palavras se encontram registradas em textos virtuosamente sintéticos como é comum nas tradições orientais.

Chuang Tzu foi reverenciado como exemplo de profunda sabedoria por inúmeros sábios de épocas posteriores até os nossos dias. Seus ensinamentos são valorizados não só pelos adeptos das diversas correntes (filosóficas ou religiosas) do Taoismo, mas também por zen budistas, por filósofos, poetas, cientistas e anarquistas. Grandes nomes da atualidade - como Jung, Osho, Oscar Wilde Gary Snyder e Krishnamurti - encontraram em seu legado uma fonte quase inesgotável de inspiração.

Em vida Chuang Tzu foi coerente com o que acreditava. Seguiu seu caminho da forma mais simples e sincera. Atraiu discípulos entre pessoas cuja inteligência desafiava, e não deixou de ser alvo raiva dos medíocres que não o compreendiam. Nutriu um certo desprezo pelos estadistas a ponto de ser perseguido, por conta do medo e da inveja que causava nos poderosos, o interesse e a admiração que despertava em muitos.[3]

Dois versos de sua obra - 'A Coruja e a Fênix' e 'A Tartaruga', partes integrantes de 'A Via de Chuang Tzu' - são particularmente ilustrativos, não apenas do medo e da inveja sentida pelos poderosos, mas também das saídas sutis, inteligentes e bem humoradas encontradas pelo sábio, para lidar com os infortúnios.

Em 'A Coruja e a Fênix' Chuang Tzu é alvo de intriga do primeiro ministro do reino de Liang que acreditava que o sábio desejava seu posto e conspirava contra ele. Por estes motivos o ministro manda prender Chuang Tzu. No entanto, os guardas não o encontram em parte alguma - talvez Chuang Tzu fosse também um grande ocultista. Sabendo da intriga o sábio em pessoa visitar o primeiro ministro em seu ministério. Diante do político, pergunta a ele se conhece a fábula sobre o encontro entre uma fênix e uma coruja. A fênix - a descreve - é uma ave sagrada, imortal que jamais envelhece, pousa somente em certas árvores, come apenas frutas raras e mata a sede nas fontes celestes.

Uma vez, sentada em um galho enquanto mastigava um rato apodrecido, a coruja se assustou ao perceber que uma fênix voava sobre ela. O susto fez com que se sentisse ameaçada, com medo de ter sua refeição roubada. Imediatamente a coruja se colocou nervosa a piar. A analogia na fábula cabe exatidão para demonstrar a visão do sábio em relação as preocupações do ministro. Como resposta provocativa a fênix lança uma pergunta:


"Por que estais tão nervoso
Apegando-se tanto a vosso ministério,
E pipilando para mim
Assim consternado?"[4]


Se não conseguiam vencê-lo em seu caminho, houve estadistas que tentaram então cooptá-lo. Em 'A Tartaruga' Chuang Tzu é importunado enquanto pesca as margens do rio Pu por dois emissários do príncipe de Chu. Trazem um documento nomeando sábio ao cargo de primeiro ministro do reino. Respostas adequadas, para o sábio, incluíam quase sempre metáforas afiadas. Sem sequer deixar a pescaria ou tirar os olhos do rio, ele conta ter ouvido uma história sobre uma tartaruga, que há 3 mil anos permanece empalhada no palácio, é adorada num altar, cercada de incensos, sedas e ouro. Então pergunta aos emissários:


"'É melhor abandonar a vida
E deixar uma concha sagrada
Como objeto de culto
Numa nuvem de incenso
Três mil anos,
Ou viver
Como simples tartaruga
Arrastando o rabo na lama?'
'Para a tartaruga', disse-lhe o Emissário,
'É melhor viver
E arrastar a cauda na lama!'
'Retire-se!', disse-lhe Chuang Tzu.
'Deixe-me aqui
A arrastar a minha cauda na lama!'"[5]


O primeiro ministério, mais alto posto governamental antes daquele ocupado pelo rei, nada mais é, que um rato morto, para o sábio. Se tornar ministro implica em perder a liberdade. Perder a liberdade e se tornar objeto de culto é como perder a própria vida. Não havendo luxo ou honraria que substitua a ambas, é melhor viver na lama do que morrer idolatrado em um altar parlamentar burocrático. Vida e liberdade são indissociáveis no Taoismo. Os interesses e inspirações que movem um sábio estão muito além do que um alto cargo pode oferecer, honrarias e postos de comando, na sua visão, simplesmente carecem de valor.

Os dois versos demonstram o desinteresse de Chuang Tzu pelos cargos políticos e pela via da política governamental. Ele conclui em um trecho de 'Sinfonia a um pássaro selvagem',


"Não é possível falar a um hábil político
como se ele fosse um sábio."[6]


Porque, por mais hábil que seja o político, e ainda que em sua habilidade ele demonstre inteligência, seu apego ao cargo, aos títulos e aos privilégios, sua visão estreita em relação a valores o torna incapaz de perceber o ônus e o peso daquilo que valoriza e venera, destes apegos que tomam dele tanto a vida como a liberdade. Alguém dotado de sabedoria, portanto, despreza a via hierárquica, que com ilusões, põe em risco sua vida, e cerceia sua liberdade. Políticos, na visão do sábio, não são capazes de compreender que há vias mais interessantes e profundas para aquele que, sendo sábio e autêntico, escolhe caminhar acordado.

Nos versos 'Arrombando o Cofre' Chuang Tzu nos apresenta outro aspecto de sua visão sobre o estado e os governantes. Nesta visão, o Governo se perpetua basicamente através da enganação, da extorsão e do roubo. Este ato criminoso legitimado pela invenção de selos, contratos, pesos e medidas, sempre se dá em favorecimento dos governantes. O Ensino (ou seja, a educação) do 'amor' e do 'dever' (para com a pátria, o reino ou estado), na visão do sábio, garante a linguagem (o entendimento) conveniente para 'transformar' na cabeça dos governados o roubo ilegítimo em bem comum legítimo que ilusoriamente favorece a todos os cidadãos.


"A invenção
De pesos e medidas
Facilita o roubo.
Assinar contratos, colocar selos,
Assegura o roubo.
O ensino do amor e do dever,
Linguagem adequada
Que prova que o roubo
É realmente para o bem comum."[7]


Chuang Tzu ainda lembra, sem abrir mão de um certo grau de ironia, que há duas formas sociais distintas de reação diante do roubo. A escolha entre elas depende da classe social e do grau de riqueza do ladrão.


"Um homem pobre deve fugir
Ao roubar uma fivela de cinto.
Mas se um rico rouba todo um estado
É aclamado
O estadista do ano."[8]


Qualquer livre que se depare com a lucidez e a atualidade desta afirmação não pode deixar de notar que a crítica anárquica de Chuang Tzu ao estadismo é atemporal.[9] Em todos os tempos, os estados foram corruptos e a falácia do combate a corrupção dentro do estado, se revela ser nada além de outra forma de 'linguagem adequada' disseminada entre os governados. Uma vez introjetadas as imagens do estado utópico e do estadista honesto idealizadas, o estado corrupto pode se perpetuar. Segundo a atemporalidade desta crítica, não faz sentido tentar combater a corrupção dentro do estado, já que o estado é ele próprio o fruto e a flor da corrupção - desde sua origem, e em qualquer contexto em que tenha existido - foi fundado e se perpetua pelo roubo e pela enganação.

Mas o estado e a figura dos reis não podem ser confundidos com a ideia de soberania. Em 'O Homem Soberano', Chuang Tzu trás uma definição totalmente distinta daquela a qual está acostumado o entendimento dos ocidentais.


"Meu Mestre disse:
Tudo que age em tudo, e em nada se imiscui - é o céu...
O Homem Soberano reconhece isto, esconde-o no coração,
Torna-se ilimitado, de mente larga, tudo atrai a si.
E assim, deixa o ouro permanecer oculto na montanha,
Deixa a pérola repousar nas profundezas.
Bens e posses não são vantagens à seus olhos,
Ele está acima da riqueza e da honraria.
A vida longa não é alvo para a alegria, nem morte prematura à tristeza.
O sucesso não é para ele orgulho, o erro não é vergonha.
Tivesse ele todo o poder no mundo, não o consideraria seu,
Conquistasse tudo, não o levaria consigo.
Sua glória está em saber que tudo está resumido no Uno
E que a vida e a morte são idênticas."[10]


Nesta noção distinta de soberania, aquele que alcança esta condição se encontra acima das ambições rotineiras. Bens e posses, riqueza e honraria nada importa para o soberano. Como na ação que tende à perfeição, se dá através da não-ação,[11] o soberano governa através do não governo. Possui a força mas não a emprega, abandona a intenção de intervenção, quando age não se impõe naquilo que não lhe diz respeito - isto é, para Chuang Tzu, soberania. Aos governantes é sugerido: ainda que tenham força, não governem nada além de seus próprios sentimentos, assuntos e anseios, respeitando a autonomia e a natureza das outras pessoas, garantindo a soberania sobre si mesmo.

Outra dimensão anárquica na obra de Chuang Tzu que merece destaque são suas descrições dos chamados 'homens autênticos antigos', os habitantes de tempos mitológico da cosmovisão taoísta. Em vários capítulos de 'A Via' estes são mencionados. Eram eles mentes livres, de vida simples e de longa caminhada, despreocupada, desconhecedores dos luxos e honrarias, das expectativas e frustrações.


"O que vem a ser um homem autêntico?
Os autênticos homens antigos não tinham medo
Quando ficavam a sós com suas opiniões.
Nenhuma grande proeza.
Planos, nenhum.
Se falhassem, nenhuma compaixão.
Nenhuma auto-congratulação no sucesso.
Escalaram rochedos, sem nunca sofrerem vertigens,
Mergulharam na água, sem nunca ficarem molhados,
Andaram no fogo e não se queimaram.
Assim, toda a sabedoria atingiu o Tao.
Os autênticos homens antigos
Dormiam sem sonhos
Acordavam sem preocupações.
Sua comida era simples.
(...)
Não conheciam o luxo da vida,
Nenhum medo da morte.
Sua entrada era sem contentamento,
Sua saída,
Sem resistência.
Fácil de começar, fácil de terminar.
Não se esqueceram de onde,
Nem perguntaram para onde,
Nem foram tristemente à frente
Lutando pela vida afora.
Aceitaram a vida como é, felizes.
Aceitaram a morte como se apresenta, despreocupados."[12]


Reverenciados por Chuang Tzu como autênticos, os antigos (daqueles que hoje chamamos 'antigos') eram descritos também como possessores de profundos laços com a natureza. Viviam como os 'cervos na floresta',[13] seriam povos das florestas (selvagens) como os alguns ameríndios dos nossos dias? Não conheciam entre eles soberanos e, por essa razão, acima nenhum superior, acima deles somente os galhos mais altos das árvores.

Estes humanos mitológicos eram portadores de muitas qualidades e méritos, sem que houvesse entre eles a necessidade de nomeá-las, de se vangloriar a respeito delas ou de convertê-las em vantagens uns sobre os outros. Pela ausência destas necessidades nenhum deles conferiu valor ao registro e à memória. Por isso, como afirma Chuang Tzu, quando a vida era plena não havia necessidade de registro histórico.


"Na época em que a vida na terra era plena,
ninguém dava nenhuma atenção aos homens dignos,
nem selecionava os homens capazes.
Os soberanos eram apenas os galhos mais altos das árvores,
e o povo era como cervos na floresta.
Eram honestos e corretos, sem imaginar
que estavam cumprindo com o seu dever.
Amavam-se mutuamente, e não sabiam que isto
se chamava amor ao próximo.
Não enganavam a ninguém, e, no entanto,
não sabiam ser homens de confiança.
Podia-se contar com eles, e
ignoravam que isto fosse a boa fé.
Viviam juntos livremente, dando e recebendo,
e não sabiam que eram homens de bom coração.
Por este motivo, seus feitos não foram narrados.
Não se constituíram em história."[14]


Não é preciso lembrar que para os taoistas, esta misteriosa 'autenticidade' da qual Chuang Tzu não é algo reservado aos homens do passado, nem se caracteriza por ser uma condição perdida a ser cultuada como qualidade exclusiva dos antigos. A autenticidade é algo a ser buscado e vivido, a mitologia se atualiza no momento presente, no agora, por quem quer que se encontre no caminho. Ainda que sábios como Chuang Tzu tenham deixado vestígios, rastros que, hoje, nos servem de inspiração, e ainda que possamos encontrar companhia em nossas jornadas, cada qual caminha distinto e precisa escolher por conta própria a via de sua caminhada.

Neste texto evoquei com reverência alguns aspectos da visão anárquica presente de 'A Via de Chuang Tzu', existem outros nesta mesma obra, e tantos mais em diversos escritos do Cânon Taoista. Há muito ainda a ser dito sobre a correlação existente entre Anarquia e Taoismo, ainda que na atualidade, boas traduções sejam raras, e não existam muitas pessoas dispostas a leitura e partilha de reflexões.

Estão ausentes também no meio libertário - que em sua maioria desconhece o Taoismo - espaços de estudo e diálogo em torno deste legado anárquico milenar. Por outro lado, devido à Internet os escritos que formam o Cânon Taoista nunca estiveram tão acessíveis: Algumas palavras em qualquer buscador são suficientes para se deparar com uma infinidade de referências interessantes sobre o Taoismo em diversos idiomas.

Além de servir de estímulo a leitura de obras do Taoismo filosófico como 'A Via de Chuang Tzu' este artigo é também uma homenagem aos libertários de eras passadas (apagados e desconhecidos da modernidade), e a todos aqueles que através de seus esforços permitiram que este legado chegasse até nós, nos dias atuais.

Referências

  1. Nome dado a listagem das várias obras escritas consideradas tesouros sagrados reconhecidos entre as diferentes correntes taoistas.
  2. Para mais informações sobre os aspectos comuns entre Cinismo e Anarquismo acesse http://hellenisticphilosophy.blogspot.com.br/2011/02/cynicism-and-anarchy.html
  3. Medo e inveja são características comuns nas cortes de todas as épocas, infestadas de pessoas com poder e posses para adquirir quase de tudo, mas nunca, paz de espírito e iluminação.
  4. 'A Coruja e a Fênix', em 'A Via de Chuang Tzu', Thomas Merton.
  5. 'A Tartaruga, em 'A Via de Chuang Tzu', Thomas Merton.
  6. 'Sinfonia a um pássaro selvagem', em 'A Via de Chuang Tzu', Thomas Merton.
  7. 'Arrombando o Cofre', em 'A Via de Chuang Tzu', Thomas Merton.
  8. 'Arrombando o Cofre', em 'A Via de Chuang Tzu', Thomas Merton.
  9. Ironizando a estreiteza de entendimento de seus conterrâneos, Oscar Wilde certa vez disse "Chuang Tzu nasceu quatro séculos antes de Cristo, a publicação do seu livro em inglês, dois mil anos depois de sua morte, foi evidentemente prematura". Na opinião do escritor britânico, após dois milênios os anglófonos ainda não estavam preparados.
  10. 'O Homem Soberano', em 'A Via de Chuang Tzu', Thomas Merton.
  11. Não-Ação (Wu-Wei) é um conceito central no Taoísmo e nada tem a ver com "não fazer nada", mas sim com a ação livre de intenção, ou ação que se faz com a mente esvaziada.
  12. 'O Homem Autêntico', em 'A Via de Chuang Tzu', Thomas Merton.
  13. É possível que exista um sentido oculto nesta expressão, em mandarim antigo o ideograma 麈 significa tanto uma espécie de cervo, quanto 'mestre'.
  14. 'Quando a Vida era plena não existia História', em 'A Via de Chuang Tzu', Thomas Merton.





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