Porque o termo 'brasileiro' é deplorável da perspectiva ambientalista

De Protopia

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«::"eu era a Terra livre, eu era a Água limpa, eu era o Vento puro, fecundos de abundância, repletos de cantigas. E nós te dividimos, em regras e em fronteiras, a golpes de ganância."»
(Diana Pequeno)
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Se você (assim como eu) nasceu nas terras que chamam de "Brasil", já passou a hora de deixar de lado seu orgulho "verde e amarelo"! Ainda que ninguém precise se sentir culpado culpar por causa daquela copa do mundo em que torceu para a seleção brasileira de futebol, e ela perdeu.

Quando alguém pensa na origem do termo "brasileiro" O que vem a mente?

É provável que alguns lembrem que o pau-brasil é uma árvore - que tinha a madeira e a ceiva vermelhas como brasas, "brasil", que crescia nas florestas próximas ao atlântico, florestas das quais hoje restam só poucos vestígios, manchas de mata atlântica perdidas em meio aos futuros desertos e ruínas, a consequência lógica dessa civilização.

Ainda que nacionalistas prefiram ignorar os fatos, e políticos se esforcem para distorcê-los, a origem do termo "brasileiro" não é indígena, nem tem nada a ver com ideia de um povo forjado em uma suposta mistura harmônica e fraterna de africanos, indígenas e os europeus senhores escravocratas.

Arqueologia do termo

Assim como um ferreiro ou um marceneiro, o termo "brasileiro" em sua origem era uma profissão, uma função de colaboração ao projeto de exploração colonial europeu. Formada de restos do projeto colonial, a brasilidade tem como origem simbólica e prática a destruição da floresta, o esbulho do continente e a produtificação da vida vegetal.

Não era tanto uma profissão como as que vemos nos dias de hoje, talvez parecesse mais com uma ocupação escrava ou servidão recompensada. Antes de ser o termo positivado nas propagandas estatais para vender títulos de explorados (título eleitoral) e carteiras de trabalho, "brasileiro" era em sua origem um termo ambientalmente controverso. "Brasileiro" era a denominação dos lenhadores índios, mestiços ou degredados que colaboravam com a colonização portuguesa no seu início, derrubando as florestas atlânticas extraindo madeiras nobres, e principalmente a árvores chamada "pau-brasil".

Talvez esta origem simbolize muito bem esta tendência execrável que se inaugurou com a chegada europeus de colaborar com os invasores (e exploradores) que se vê em muitos outros momentos históricos e lugares distante. A raiz da cordialidade (com europeus) talvez esteja também nestes bandos de cooptados que em troca de muito pouco ou quase nada, eram dadas ferramentas para derrubar a floresta, transformar a vida e o mundo que conheciam em matéria prima para saciar a eterna ânsia dos mercadores do reino por lucros.

Que bom que não somos historiadores, assim não precisamos lembrar que seria anacronismo esperar uma atitude conservacionista dos primeiros "brasileiros": No momento histórico de então isso não faria o menor sentido. E o que esperar dos "brasileiros dos dias de hoje?

Ninguém está dizendo que o termo de origem de uma nacionalidade é pior que os termos de origem das outras. Vários dos toponimos conhecidos se originaram em absurdos do coloniais. O termo "argentino", por exemplo, tem sua origem na pilhagem da prata, saqueada dos territórios dos Andes cujos povos eram eliminados ou escravizados, prata levada para a coroa de Espanha em baús em galeões.

Se você é nacionalista e ficou magoado com as informações contidas neste informativo, lembre-se da definição de Albert Einstein sobre o que é o nacionalismo. Para Einstein o nacionalismo não passa "uma doença infantil, o sarampo da humanidade".

«Nossa pátria é o Mundo inteiro, nossa lei é a Liberdade»
(Pietro Gori, Versos do Exílio)





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