A Sustentabilidade está destruindo a Terra

De Protopia

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Kim Hill

(Original em inglês)


«Não venha me falar sobre sustentabilidade. Você quer questionar a minha vida, o meu impacto, a minha pegada ecológica? Há um monstro de pé sobre nós, com uma pegada tão grande que pode ter o planeta inteiro sob os seus pés, sem perceber ou se importar. Este monstro é a Civilização Industrial. Recuso-me a sustentar o monstro. Para a Terra viver, o monstro deve morrer. Esta é uma declaração de guerra.»
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O que estamos tentando sustentar? Um planeta vivo ou a civilização industrial? Não podemos ter os dois.

Em algum lugar ao longo de seu caminho, o movimento ambientalista – com base em um desejo de proteger a Terra - foi em grande parte engolido pelo movimento da sustentabilidade - baseado em um desejo de manter nosso estilo de vida confortável. Quando e por que isso aconteceu? E como é possível que ninguém tenha percebido? Esta foi uma mudança fundamental nos valores, indo da compaixão por todos os seres vivos e pela terra, para um desejo egoísta de se sentir bem em relação ao nosso modo de vida inerentemente destrutivo.

O movimento por sustentabilidade diz que nossa capacidade de suportar é de responsabilidade dos indivíduos, que devem fazer escolhas de estilo de vida no âmbito das estruturas da civilização. Alcançar uma cultura verdadeiramente sustentável por este meio é impossível. A infraestrutura industrial é incompatível com um planeta vivo. Para a vida na Terra sobreviver, as estruturas políticas e econômicas globais precisam ser destruídas.

Defensores da sustentabilidade nos dizem que reduzir nosso impacto, causar menos danos à Terra, é uma coisa boa a se fazer e que nos sentiremos bem com nossas ações. Eu discordo. Menos dano não é bom. Menos dano ainda é muito dano. A não ser que nenhum dano mais seja causado, por qualquer pessoa, não pode haver sustentabilidade. Sentir-se bem com pequenos atos não ajuda ninguém.

Apenas um quarto de todo o consumo é realizado por indivíduos. O resto é realizado pela indústria, agronegócio, exército, governos e corporações. Ainda que todos nós fizéssemos todo o esforço para reduzir nossa pegada ecológica, isso ainda faria apenas uma pequena diferença no consumo total.

Se as ações de estilo de vida defendidas realmente tivessem o efeito de manter nossa cultura de pé por mais tempo do que de outra forma, então elas iriam causar ainda mais dano ao mundo natural do que se tais medidas não fossem tomadas. Quanto mais tempo uma cultura destrutiva for sustentada, mais estrago ela causa. O título desse artigo não é apenas para chamar atenção e gerar polêmica, ele é, literalmente, o que está acontecendo.

Quando enquadramos o debate da sustentabilidade em torno da premissa de que as escolhas de estilo de vida dos indivíduos são a solução, então o inimigo se torna outros indivíduos que fizeram escolhas de vida diferentes e aqueles que não têm o privilégio de escolher. Enquanto isso o verdadeiro inimigo – a estrutura opressiva da civilização – está livre para continuar suas práticas destrutivas e assassinas sem nenhuma oposição. Essa não é uma maneira eficaz de criar um movimento social significativo. Dividir para ser conquistado.

A sustentabilidade é popular entre as corporações, mídia e governo porque ela se encaixa perfeitamente em seus objetivos. Mantêm o poder e o crescimento. Faz de você um bom rapaz. Faz com que as pessoas acreditem que elas têm poder quando na verdade não têm. Diz a todos para se manterem calmos e seguirem comprando. Controla a linguagem que é usada para debater as questões. Ao criar e reforçar a crença de que votar em pequenas mudanças e comprar mais coisas irá resolver todos os problemas, aqueles que estão no poder têm uma estratégia altamente efetiva para manter o crescimento econômico e a democracia controlada pelas corporações.

Aqueles que estão no poder mantêm as pessoas acreditando que a única maneira que temos de mudar qualquer coisa é dentro das estruturas que eles mesmos criaram. Eles constroem essas estruturas de forma que as pessoas nunca possam mudar qualquer coisa dentro delas. Voto, petições e manifestações todas essas práticas reforçam as estruturas de poder e nunca poderão fazer mudanças significativas sozinhas. Essas táticas dão uma escolha para as corporações e governos. Estamos dando àqueles que estão no poder a escolha de aceitar ou recusar nosso pedido por reformas mínimas. Animais em fazendas industriais não têm escolha. Milhões de pessoas que trabalham suando em fábricas na maior parte do mundo não têm escolha. As 200 espécies que foram extintas hoje também não tiveram escolha. E ainda assim damos uma escolha aos responsáveis por todos esses assassinatos e sofrimento. Estamos colocando os desejos de uma minoria rica acima das necessidades da vida na Terra.

A maioria das ações mais populares que os defensores propõem para alcançar a sustentabilidade não têm efeito real, e algumas ainda causam mais danos do que benefícios. As estratégias incluem reduzir o consumo de energia elétrica, reduzir o uso de água, uma economia verde, reciclagem, construções sustentáveis e fontes de energia eficientes e renováveis.

Energia elétrica

Nos dizem para reduzirmos nosso consumo de energia elétrica ou obtê-la a partir de fontes alternativas. Isso não fará nenhuma diferença para a sustentabilidade de nossa cultura como um todo, porque a rede elétrica é inerentemente insustentável. Nenhuma quantidade de redução ou as auto-intituladas fontes renováveis de energia vão mudar isso. Mineração para produzir fios elétricos, componentes, dispositivos elétricos, painéis solares, turbinas eólicas, usinas geotérmicas, fornos de biomassa, hidrelétrica e qualquer outra coisa que seja ligada à rede elétrica, são todas insustentáveis. A fabricação de todas essas coisas, com toda a exploração humana, poluição, desperdício, impactos na saúde e na sociedade e lucros corporativos. Combustíveis fósseis são necessários para manter todos esses processos em andamento. Insustentável. Nenhuma quantidade de escolhas individuais de estilo de vida com relação ao uso e produção de energia elétrica vai mudar isso. Energia elétrica fora da rede elétrica também não é diferente – ela precisa de baterias e inversores.

Conservação da água

Banhos mais curtos. Chuveiros de baixo fluxo. Restrições ao uso de água. Tudo isso é exaltado como se pudessem fazer A diferença. Enquanto toda a infraestrutura que fornece essa água – grandes barragens, dutos de longa distância, bombas, esgotos, fossas – é totalmente insustentável.

Barragens destroem a vida de uma bacia hidrográfica inteira. É como bloquear uma artéria, impedindo que o sangue flua para seus membros. Ninguém pode sobreviver a isso. Rios morrem quando os peixes são impedidos de viajar de lá para cá neles. Toda a comunidade natural à que esses peixes pertencem morre, tanto a montante quanto à jusante da barragem.

Barragens causam um rebaixamento do nível de água, tornando impossível para que as raízes das árvores cheguem à água. Zonas alagadas dependem de alagamentos sazonais e colapsam quando barragens acima do rio impedem isso. Resultam em erosão do fundo e das margens. A decomposição anaeróbica de matéria orgânica em barragens libera metano para a atmosfera.

Não importa o quão eficientemente você usa sua água, essa infraestrutura nunca será sustentável. Isso precisa ser destruído para permitir que essas comunidades se regenerem.

A economia verde

Empregos verdes. Produtos verdes. Uma economia sustentável. Não. Esse tipo de coisa não existe. A totalidade da economia global é insustentável. A economia funciona com a destruição do mundo natural. A Terra é tratada como nada mais do que combustível para o crescimento econômico. Chamam isso de recursos naturais. E a escolha de algumas pessoas por se retirar dessa economia não faz diferença. Enquanto essa economia existir, não haverá sustentabilidade.

Enquanto qualquer uma dessas estruturas existir: energia elétrica, redes de fornecimento de água, economia globalizada, agricultura industrial – não haverá sustentabilidade. Para alcançar uma verdadeira sustentabilidade, essas estruturas precisam ser desmontadas.

O que é mais importante para você – sustentar um estilo de vida confortável por mais algum tempo ou a continuação da vida na Terra, para as comunidades naturais que ainda restam e para as futuras gerações?

Reciclagem

Somos levados a acreditar que comprar um determinado produto é bom porque a embalagem pode ser reciclada. Você pode optar por jogar ela em uma lixeira colorida. Não importa que ecossistemas frágeis estejam sendo destruídos, comunidades indígenas sendo deslocadas, pessoas em lugares distantes precisem trabalhar em condições de escravidão, que rios sejam poluídos, tudo só para que essa embalagem exista. Não importa que ela seja reciclada para se tornar outro produto inútil que irá, em seguida, para o lixão. Não importa que para reciclar isso seja necessário transportá-la para longe, usando maquinaria que funciona com energia elétrica e combustíveis fósseis, causando poluição e desperdício. Não importa que se você colocar algo na lixeira com a cor errada, toda a carga vai para um lixão devido à contaminação.

Construções sustentáveis

Princípios da construção sustentável: construir mais casas, mesmo que já existam casas perfeitamente boas o suficiente para todos morar. Limpar a terra para construir casas, destruindo cada coisa viva que antes vivia nessa comunidade natural. Construir com madeira proveniente de florestas plantadas, que exige que as florestas nativas sejam exterminadas para que possam ser substituídas por uma monocultura de pinus onde nada mais pode viver. Usar materiais de construção que são um pouco menos prejudiciais do que outros materiais. Convencer as pessoas de que tudo isso é benéfico para a Terra.

Painéis solares

Painéis solares. A mais recente onda na moda da sustentabilidade. E no verdadeiro estilo sustentável, incrivelmente destrutivo para a vida na Terra. De onde vêm essas coisas? Você deveria acreditar que eles são feitos do nada, uma fonte de energia livre e não poluente.

Se você ousar perguntar de onde vêm os painéis solares, e como eles são feitos, não será difícil descobrir a verdade. Painéis solares são feitos de metais, plásticos, terras raras, componentes eletrônicos. Eles exigem mineração, fabricação, guerra, desperdício, poluição. Milhões de toneladas de chumbo são despejadas em rios e terras agrícolas em torno das fábricas de painéis solares na China e na Índia, causando problemas de saúde para os humanos e para as comunidades naturais que ali vivem. O polisilicone é outro produto residual venenoso e poluente que é despejado na China. A produção de painéis solares faz com que trifluoreto de nitrogênio (NF3) seja emitido para a atmosfera. Esse gás tem 17.000 vezes o potencial de aquecimento global do dióxido de carbono.

As terras raras vêm da África, e guerras estouram pelo direito de escavar suas minas. Pessoas estão sendo mortas para que você tenha a sua confortável Sustentabilidade. Os painéis são fabricados na China. As fábricas emitem tanta poluição que as pessoas que vivem nas proximidades ficam doentes. Lagos e rios morrem com a poluição. Essas pessoas não podem beber a água, respirar o ar ou cultivar a terra, como resultado direto da fabricação de painéis solares. Sua sustentabilidade é tão popular na China que os aldeões mobilizam-se em massa em protesto contra a fabricação desses painéis. Eles estão se unindo para invadir as fábricas e destruir os equipamentos, forçando as fábricas a fechar. Eles valorizam suas vidas mais do que a sustentabilidade dos ricos.

Painéis duram cerca de 30 anos, então vão direto para o lixão. Mais poluição, mais lixo. Algumas partes dos painéis solares podem ser recicladas, mas outras não, e ainda têm o bônus de serem altamente tóxicas. Para serem reciclados, os painéis solares precisam ser enviados para países onde trabalhadores de baixa renda são expostos a substâncias tóxicas no processo de desmontagem. O próprio processo de reciclagem requer energia e transporte, além de gerar produtos residuais.

A indústria de painéis solares é encabeçada pela Siemens, Samsung, Bosch, Sharp, Mitsubishi, BP, Sanyo, entre outros. É para eles que as isenções fiscais para painéis solares e as contas para energia verde estão indo.

Energia eólica

O processamento de metais lantanídeos (terras raras) necessário para a produção de ímãs para as turbinas eólicas acontece na China, onde as pessoas das aldeias vizinhas lutam para respirar o ar altamente poluído. Um lago de cinco milhas de largura de lodo tóxico e radioativo agora toma o lugar de suas terras.

Cadeias de montanhas inteiras são destruídas para a extração dos metais. Florestas são derrubadas para erguer turbinas eólicas. Milhões de aves e morcegos são mortos pelas lâminas. A saúde de pessoas que vivem perto das turbinas é afetada pelos ruídos.

Como o vento é uma fonte de energia inconsistente e imprevisível, é necessário um gás de back-up para disparar a fonte de alimentação. Como o sistema de back-up só funciona de forma intermitente, é menos eficiente, por isso produz mais CO2 do que se ele estivesse sendo executado constantemente, se não houvesse turbinas. A energia eólica soa muito bem na teoria, mas não funciona na prática. Outro produto inútil que não beneficia ninguém, a não ser os acionistas.

Eficiência energética

E se nós melhorarmos a eficiência energética? Isso não pode reduzir a poluição e o consumo de energia? Bem, não. Muito pelo contrário. Você já ouviu falar do paradoxo de Jevon? Ou do postulado de Khazzoom-Brookes? Estes afirmam que os avanços tecnológicos para aumentar a eficiência levam a um aumento no consumo de energia, não a uma diminuição. Eficiência faz com que mais energia esteja disponível para outros fins. Quanto mais eficiente nos tornarmos no consumo, mais nós consumiremos. Quanto mais eficientemente trabalharmos, mais trabalho será realizado. E estamos trabalhando com eficiência para enterrar nós mesmos em um buraco.

Economia de oferta e procura

Muitas ações tomadas em nome da sustentabilidade podem ter o efeito oposto. Aqui está algo para refletir: a decisão de uma pessoa de não fazer viagens aéreas, por causa da preocupação com a mudança climática ou a sustentabilidade, não terá qualquer impacto. Se algumas pessoas pararem de fazer viagens aéreas, as companhias aéreas vão reduzir os seus preços, e amplificar sua comercialização, e mais pessoas vão poder fazer viagens aéreas. E porque eles estão fazendo isso a preços mais baixos, a companhia aérea tem de fazer mais vôos para alcançar o lucro que tinha antes. Mais vôos, mais emissões de carbono. E se a indústria enfrentar problemas financeiros, como resultado da demanda reduzida, ela será socorrida pelos governos. Esta estratégia de "escolher recusar" não pode vencer.

A decisão de não fazer viagens aéreas não está fazendo nada para reduzir a quantidade de carbono que está sendo emitida, só faz com que você não esteja participando neste caso. E qualquer pequena redução na quantidade de carbono emitido não faz nada para deter as mudanças climáticas.

Para realmente ter um impacto no clima global, vamos precisar impedir cada avião e cada máquina que queima combustíveis fósseis de operar novamente. E parar cada máquina que queima combustíveis fósseis está longe de ser o objetivo impossível que pode parecer. Não vai ser fácil, mas é definitivamente possível. E não é apenas desejável, mas essencial para que a vida neste planeta sobreviva.

O mesmo vale para qualquer outro produto destrutivo que podemos optar por não comprar. Carne de criadouros industriais, óleo de palma, madeira da floresta, alimentos processados. Enquanto houver produtos a serem vendidos, haverá compradores. A tentativa de reduzir a procura terá pouco, se tiver algum, efeito. Haverá sempre mais produtos chegando aos mercados. Campanhas para reduzir a demanda de produtos individuais nunca serão capazes de se manter. E a cada novo produto, a crença de que esta é uma necessidade, não um luxo, se torna cada vez mais forte. Posso convencê-lo a não comprar um smartphone, um laptop, um café? Duvido.

Para interromper a devastação, precisamos cortar permanentemente o fornecimento de tudo o que a produção exige. E visar empresas ou práticas individuais não terá qualquer impacto sobre as estruturas de poder globais que se alimentam da destruição da Terra. Toda a economia global precisa ser levada à um impasse.

O que você realmente quer?

O que é mais importante – energia sustentável para você assistir TV, ou a vida dos rios, florestas, oceanos e animais do mundo? Será que você pode viver sem isso, sem a Terra? Mesmo se isso fosse uma opção, se você não estivesse fortemente ligado na interconectada teia da vida, você realmente preferiria ter eletricidade para suas luzes, computadores e equipamentos, em vez de compartilhar o êxtase de estar com toda a vida na Terra? Um mundo sem vida, governado por máquinas, é realmente o que você quer?

Se conseguir o que você quer requer a destruição de tudo que você precisa - ar e água limpos, comida e comunidades naturais - então você não vai durar muito tempo, e nem ninguém.

Eu sei o que eu quero. Eu quero viver em um mundo que está se tornando cada vez mais vivo. Um mundo que se regenera da destruição, onde todos os anos há mais peixes, aves, árvores e diversidade do que no ano anterior. Um mundo onde eu possa respirar o ar, beber dos rios e comer da terra. Um mundo onde os humanos vivem em comunidade com toda a vida.

A tecnologia industrial não é sustentável. A economia mundial não é sustentável. Valorizar a Terra apenas como um recurso para os seres humanos explorar não é sustentável. A civilização não é sustentável. Se a civilização entrasse em colapso hoje, ainda seria preciso 400 anos antes da existência humana no planeta tornar-se verdadeiramente sustentável. Então, se é sustentabilidade genuína que você quer, destrua a civilização hoje, e continue trabalhando para regenerar a Terra por 400 anos. Este é mais ou menos o tempo que levamos para criar as estruturas destrutivas em que vivemos hoje, então é claro que vai demorar pelo menos esse tempo para substituir estas estruturas por alternativas que beneficiem toda a vida na Terra, e não apenas a minoria rica. Isso não vai acontecer imediatamente, mas isso não é motivo para não começar.

Você pode dizer, vamos apenas abandonar a civilização, construir alternativas, e deixar todo o sistema apenas desmoronar quando ninguém mais prestar qualquer atenção nele. Eu costumava gostar dessa ideia também. Mas isso não funciona. Quem está no poder usa as armas do medo e da dívida para manter seu controle. A maioria das pessoas do mundo não tem a opção de abandonar isso. Seu medo e dívida os mantêm trancados na prisão da civilização. Seu abandono não pode ajudá-los. A destruição da estrutura dessa prisão pode.

Nós não temos tempo para esperar o colapso da civilização. Noventa por cento dos grandes peixes nos oceanos desapareceram. 99% das florestas antigas foram destruídas. Todos os dias mais de 200 espécies são extintas, para sempre. Se esperarmos mais, não haverá peixes, nem florestas, nem vida em qualquer lugar na Terra.

O que você pode fazer?

Espalhe a mensagem. Confronte as crenças dominantes. Compartilhe esse artigo com todos que você conhece.

Escute a Terra. Vá conhecer seus vizinhos não-humanos. Cuidem um do outro. Aja coletivamente, não individualmente. Construa alternativas, como economias de dádiva, sistemas policultores de cultivo de alimentos, educação alternativa e governança comunitária. Crie uma cultura de resistência.

Ao invés de tentar reduzir a demanda dos produtos de um sistema destrutivo, corte o fornecimento. A economia é o que está destruindo o planeta, então pare a economia. A economia global é dependente de um fornecimento constante de energia elétrica, por isso pará-la é (quase) tão fácil quanto desligar um interruptor.

Os governos e a indústria nunca vão fazer isso por nós, não importa o quão gentilmente pedirmos, ou quão firmemente pressionarmos. Cabe a nós defender a terra da qual nossas vidas dependem.

Nós não podemos fazer isso como consumidores, ou trabalhadores, ou cidadãos. Precisamos agir como seres humanos, que valorizam a vida mais do que consumir, trabalhar e reclamar do governo.

Saiba mais sobre e apoie o Deep Green Resistance, um movimento com uma estratégia funcional para salvar o planeta. Juntos podemos lutar por um mundo em que vale a pena viver. Junte-se a nós.

Nas palavras de Lierre Keith, co-autora do livro Deep Green Resistance, "A tarefa de um ativista não é navegar por sistemas de poder opressivo com o máximo de integridade pessoal possível, é destruir esses sistemas."

revisado


Traduzido por Ctenomys.



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